Diminuir a fonteAumentar a fonte 18/11/2010
Do caos à ordem, a provisão de Deus
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.” (Gn 1:4)

Nós somos chamados a conhecer a Deus e ao Seu Filho, sendo este chamamento um ato contínuo que se estenderá por toda a eternidade (Jo 17:3). O salmista já nos declarara que os “céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19:1). Em outro lugar, voltando especificamente à nossa constituição, o salmista glorificou a Deus dizendo: “Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139:14). Realmente não temos escusas para conhecer a Deus a partir daquilo que Ele criou, pois está escrito: “os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas” (Rm 1:20).

Nossa dificuldade consiste em perceber os cuidados divinos na disposição de nosso dia a dia, não nas horas felizes, porquanto nesta estamos pronto a convir que Deus nos proporciona bênçãos sem fim, mas nas horas difíceis, nas provações, em meio às tribulações, quando tudo parece conspirar contra nosso sucesso, inclusive nossas próprias atitudes. Nesta hora a fé esmorece e nos perguntamos: como Deus pode ter permitido que chegássemos a este estado de coisas?

Não é somente nós que temos a dificuldade de reconhecer Deus nas circunstâncias existenciais, Israel terminara de ter sido liberto do Egito por mão forte do Senhor que derramara sobre o reino de Faraó dez pragas terríveis, obrigando-o a liberar o povo para adorar a Deus no deserto. No primeiro obstáculo que tiveram, quando foram cercado por tropas inimigas, não tendo para onde fugir, o povo murmurou contra Deus dizendo:

“Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do Egito? Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.” (Ex 14:11,12)

O Senhor agira prontamente a favor de Israel, fazendo o mar Vermelho se abrir, permitindo que o povo passasse a pé enxuto, contudo o mesmo caminho aberto a Israel foi o túmulo do exército inimigo. Tal livramento fez brotar nos lábios dos israelitas cânticos de vitória:

“Cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome.” (Ex 15:1-3)

Louvaram a Deus pelo segundo triunfo do Senhor, clara evidência da providência divina, contudo este louvor não perdurou por muito tempo, no obstáculo seguinte voltaram a murmurar contra Deus. Agora eles estavam acampados no deserto de Sim e não encontraram alimento. Em grande aflição voltaram-se contra Deus dizendo:

“Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão” (Ex 16:3)

Deus entrou novamente com providência fazendo chover pão do céu de modo que o povo pode ver a glória de Deus (Ex 16:4,7). Moisés fizera duas observações acerca daquela situação, a primeira era a de que a murmuração dos israelitas não eram direcionadas a Moisés e a Arão, mas ao próprio Senhor Deus (Ex 16:8), a outra fora de que Deus ouvira a murmuração do Seu povo e entrara com provisão (Ex 16:9). Se acompanhamos toda a jornada de Israel até o monte Sinai, percurso no qual transcorreram dois anos, veremos que murmuração após murmuração, o Senhor foi entrando com provisão a favor de Israel, sem lançar em rosto deles suas reclamações. Este tempo foi o que podemos considerar o jardim da infância da fé em Deus, porquanto eles estavam ainda conhecendo ao Senhor nosso Deus, porquanto “o Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras” (Sl 145:9).

A indignação do Senhor só se manifestou após o monte Sinai, tendo já sido entregue ao povo de Israel os dez mandamentos. Daí em diante a murmuração fora acompanhada de juízos, porquanto o povo de Israel já não podia mais declarar o desconhecimento da providência divina a seu favor. Isto porque enquanto o Senhor entregava as tábuas da lei à Moisés, o povo se entregava à idolatria e aos prazeres da carne. Depois a própria liderança de Moisés fora contestada por meio de Coré e seus homens. No primeiro caso o Senhor enviou uma praga contra o povo, vindo a morrer três mil judeus (Ex 32:28), na segunda situação a terra se abriu e Coré com sua família foram tragados vivos para o seio da terra (Nm 16:32) e fogo do céu caiu sobre os seus duzentos e cinquenta liderados, consumindo-os todos (Nm 16:25). Estes fatos demonstram que o conhecimento de Deus deve ser acompanhado do temor ao Senhor, que é o princípio da sabedoria. Deus tem cuidado de nós e quer que amadureçamos à medida em que o conheçamos.

No princípio de tudo, quando não havia sequer a sombra da presença humana, o que havia sobre a terra era o caos, como resultado da rebelião angelical contra o trono de Deus. O Senhor vira a terra sem forma e vazia, contudo, mesmo em meio ao caos, a palavra de Deus nos revela que o Espírito do Senhor pairava sobre a face das águas (Gn 1:2). Nós também sofremos tribulações e passamos por sofrimento porque a terra toda se desorganizou com a desobediência do primeiro casal no jardim do Éden. Desde então a terra tem produzido espinhos e abrolhos e temos sido obrigados a comer do pão em meio a muita fadiga, porquanto do suor de nossos rostos haveremos de obter suprimento para nossas necessidades (Gn 3:17-19), por conseguinte podemos dizer que também vivemos em meio ao caos, com a terra desorganizada e inconstante.

Todavia, assim como o Espírito de Deus pairava sobre as águas, também nós temos o Espírito Santo habitando em nós (Jo 14:17), sendo nosso corpo santuário do Espírito Santo (I Co 6:19). Como Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e o será eternamente (Hb 13:8), do mesmo modo como ele operou na reconstrução da terra para adequá-la como nossa habitação, o faz hoje para prover nossas necessidades. Portanto podemos prosseguir na sequencia da criação e encontramos importantes princípios para compreender como Deus age conosco nos dias atuais, mesmo em meio ao caos que muitas vezes expressam nossa condição existencial.

Creio que todos nós passamos por situações que se assemelham ao primeiro momento da terra, uma condição existencial sem forma e vazia, isto é, sem perspectiva, cheia de vicissitudes, tribulações, problemas, dificuldade; alguns sofrendo enfermidades, outros sendo oprimidos; alguns perdendo a esperança, outros passando por agruras; muitos endividados, outros tantos suportando provações e humilhações; alguns sofrendo contrariedade, outros passando por uma crise após a outra. Seja qual for a situação existencial, podemos equipará-la ao caos inicial. A primeira boa notícia que temos é que sobre estes contextos todos, tal como no princípio, o Espírito Santo está pairando sobre nós (Gn 1:2). Nós não só somos santuário do Espírito Santo, como “também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). E como age o Espírito Santo em nós para colocar ordem no caos? Do mesmo modo como fez na criação. Permita-me apresentar os princípios, em outra oportunidade falaremos de cada um deles:

1° dia, portanto primeira ação do Espírito Santo: Luz – injeção de conhecimento: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32);

2° dia, ato contínuo do Espírito Santo: Separação das águas – purificação: “não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2);

3° dia, provisão divina: Árvores frutíferas – alimento: “quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (Jo 6:57);

4° dia, direção divina: Luminares – direção: “não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15:16);

5° dia, benção divina: Peixes, aves – prosperidade: “meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (I Co 15:58);

6° dia, propósito divino: animais, homem – serviço: “se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13:14,15);

7° dia, descanso divino: Deus descansou – descanso: “nós, os que temos crido, é que entramos no descanso” (Hb 4:3b).

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