Diminuir a fonteAumentar a fonte 15/01/2012
Não somos uma ilha
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito. (Ef 2.19-22)

Há algo da parte de Deus que nós não temos experimentado porquanto só é possível vivenciar quando preenchemos o requisito básico, qual seja, o de sermos um corpo em Cristo bem ajustado. Leiamos com atenção o texto acima. Paulo declara nossa identidade enquanto corpo, primeiro demonstrando que nós alcançamos um novo status diante de Deus. Nesta mesma carta aos Efésios, Paulo já declarara qual era nossa condição anterior em dois aspectos. Vamos ler conjuntamente:

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. (Ef 2.1-3)
Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. (Ef 2.11,12)

Antes nós éramos inimigos de Deus e estávamos separados da comunidade de Israel, ou seja, não tínhamos nada da parte de Deus. Por conta da situação que vivíamos, sofríamos forte influência do mundo que nos cercava e das forças espirituais malignas que permeiam as esferas invisíveis. Não somente isso como também dentro de nós mesmo, éramos manipulados por nossa vontade e pensamentos desajustados, contraditórios, materialistas e secularistas. Ademais, éramos inimigos do povo de Deus, incapazes de compreender os propósitos divinos para com este mundo. Graças a Deus a graça nos alcançou e este estado de coisas foi mudado, desde então fomos integrados na família divina.

Contudo família é o que é, cada membro preserva sua própria identidade, vive em seu próprio mundo, tem seus próprios objetivos, busca seus próprios ideais, vivencia seus próprios dramas. Ademais, olha para o outro com certa restrição, pois sabe que é seu irmão, está do seu lado, convive com ele, todavia por desconhecer o mundo interior de seu irmão, deixa de compartilhar alvos e projetos comuns. Em razão disso nos tornamos uma família composta de elementos estranhos, capazes de se reunir em adoração, mas não nos encontrando em tempos de serviço.

Todavia devemos nos perguntar: o que faz de nós, cristãos, uma família? Basicamente aquilo que temos em comum, todos temos um mesmo Pai, que é Deus, um irmão mais velho, o primogênito, que é Jesus Cristo, por conseguinte somos todos filhos de Deus, somos uma família. Há um aspecto ainda mais específico que nos faz ser uma família: todos nós temos um mesmo Espírito, somos habitação do Espírito Santo.

O fato de sermos habitação do Espírito nos traz um terrível dilema, qual seja, mesmo que vivamos em nossa própria individualidade, alheio aos nossos irmãos, buscando nossa própria felicidade, nós não a podemos alcançar. Digamos que alguém consiga se realizar profissionalmente. Ele é reconhecido pela excelência naquilo que faz e muito bem remunerado por conta dos resultados que alcança. As oportunidades lhe multiplica, quanto mais ele faz, mais é reconhecido, mais é recompensado, nada lhe falta. Semanalmente ele presta culto ao Senhor em gratidão pelas vitórias alcançadas, sendo dizimista fiel e de coração aberto. Um individuo como este deveria ser pleno de felicidade. Contudo ainda assim este homem ou mulher passa por momentos de depressão, tristeza, angústia, emoções estas que ele não consegue identificar a origem. Ele revê toda sua trajetória de vida, busca o aconselhamento de pastores, recebe ministrações específicas e pontuais, mas mesmo assim persiste aquela sensação de angústia e tristeza. E ele se pergunta o por quê? Por mais que ele faça uma introspecção em si mesmo, não consegue encontrar a causa de sua angústia e jamais a achará do modo como está fazendo.

A angústia que este homem ou mulher sofre não decorre de nada que ele faça ou deixe de fazer, em nada daquilo que ele é ou deixe de ser. A fonte da angústia está em outro lugar, fora dele mesmo, contudo em íntima conexão com o mais profundo do seu ser. Vamos ler a real fonte de sua angústia:

De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. (I Co 12.26)

Somos família de Deus, ligados todos pelo mesmo Espírito Santo. Se um membro desta família padece, todos somos afetados igualmente, se um se alegra todos sentimos do mesmo modo, isto porque o mesmo Espírito Santo faz comunicar a todos os membros da família de Deus a posição isolada de cada um dos seus membros. Não há como alcançar a felicidade plena ignorando aqueles com os quais nós convivemos, nossos irmãos na fé, aqueles os quais pertencem ao mesmo corpo de Cristo no qual estamos vinculados. Ademais, mesmo que não estejamos vinculados a um corpo, se temos o mesmo Espírito Santo, o Senhor fará comunicar a um membro isolado, a dor de todo o corpo. Foi o que aconteceu com Moisés quando este gozava de todas as benesses do Egito. Está escrito:

Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. (Hb 11.24-26)

Nós podemos continuar fechado em nosso próprio mundo, como Moisés estava no Egito, todavia só poderemos realmente experimentar o melhor da parte de Deus quando nós propomos a sair de nosso mundinho e realmente buscar entender o irmão que caminha conosco. Se atentarmos, observaremos que nosso diálogo, nossa experiência, nosso alvo está extremamente centrado em nós mesmo. Se não modificarmos isso em nós, se não abrimos nossos olhos para o corpo de Cristo como um todo, nunca seremos este corpo ajustado, logo o Senhor não poderá nos fazer crescer para templo santo do Senhor (Ef 2:21), muito menos nos fazer morada de Deus no Espírito (Ef 2.22), mesmo porque se o Senhor assim procedesse seriamos um corpo deformado. Pense bem, somos corpo de Cristo, membros uns dos outros, um é olho, outro é nariz. Se você for nariz e crescer desmedidamente, sem o restante do corpo acompanhar você, imagine só como seria este corpo: um Pinóquio, pois criaríamos uma falsa imagem de quem Deus é, estaríamos mentindo para nós mesmo e para os outros que somos filhos de Deus.

Clique e comente este texto

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal