Diminuir a fonteAumentar a fonte 24/12/2012
Natal, tempo para celebrar o aniversariante
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco). (Mt 1.23)

Lembro-me quando pequeno das ceias de natal. Era um tempo singular por dois motivos: mesa farta e presentes tão sonhados. Claro que havia toda uma regra de merecimento para ganhar o último lançamento da fábrica Estrela, especialista em produzir brinquedos que mexiam com nosso coração. Em que pese o fato de ser o natal comemoração do nascimento de Jesus Cristo, para mim este fato sempre fora um detalhe motivador da festa, nunca o centro dele. Alias, se considerarmos o instinto criança, muitos esperam o natal pela oportunidade de ganhar um presente. Esta é uma época em que o chamado espírito natalino tem a propriedade de unir os desiguais, seja por criar um armistício entre os beligerantes, seja por fazer com que outros abram seus corações para generosamente presentear os mais carentes, seja pelo simples desejo de presentear seus amados e ser presenteado.

Em que pese o fato do natal, em princípio, ter por objetivo comemorar o nascimento de Jesus Cristo, não é Ele quem ocupa o centro das atenções senão nas figuras no entorno representativo de uma manjedoura, onde Ele nasceu conforme os relatos das escrituras. O natal acaba por motivar momentos de confraternização, sem maiores reflexões sobre o que de fato aconteceu e qual a importância do nascimento de Jesus Cristo. Obviamente em muitas igrejas e lares cristãos se procura resgatar o verdadeiro sentido do natal. É quando mensagens e reflexões focadas no nascimento de Jesus Cristo enfatizam uma das maiores interveniências divinas nos negócios humanos: Sua concepção feita pelo Espírito Santo em uma virgem chamada Maria. O que nos faz perguntar: Por que Deus teve de se fazer homem?

Deixe-me dar-lhe a primeira razão pela qual Deus teve de se fazer homem. Creio que diariamente, ao acordar, você, como eu, vamos para o banheiro escovar nossos dentes e pentear o cabelo. Geralmente fazemos isso diante do espelho, quando temos a oportunidade de nos contemplar por um instante, nos esquecendo da imagem vista em todo o restante do dia. Obviamente alguns, por ter forte consciência de sua aparência física, sentindo-se, inclusive, complexado, gastam a maior parte de seu dia reclamando do que viu no espelho. Para resgatar nossa verdadeira identidade em contraposição ao que percebemos de nós mesmo, Deus se fez homem. Assim, na bendita pessoa de Jesus Cristo nós podemos discernir nossa verdadeira identidade desde que venhamos a exercer fé em Deus. Explicando melhor, nós não somos obras do acaso, antes fomos criados por Deus à Sua imagem conforme a Sua semelhança (Gn 1.26) e, para assimilar esta verdade, precisamos exercer fé na palavra de Deus, porquanto nenhuma outra literatura do mundo faz declaração tão incisiva quanto a Bíblia a este respeito. Vamos ler o texto:

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1.27)

Em leitura superficial do texto a conclusão é que tanto o homem e a mulher foram criados a imagem de Deus. Isto é fato, todavia como primeiro foi criado o homem, depois a mulher, este texto deveria ser escrito de modo diferente: “E criou Deus o homem à sua imagem; a imagem de Deus o criou, também a mulher foi criada na mesma imagem”. Contudo o texto não foi construído desta forma, primeiro enfatizou um homem no singular, depois ampliou seu conceito para macho e fêmea. Na leitura superficial o entendimento seria que este, colocando nome aos indivíduos: “E criou Deus Adão à sua imagem; à imagem de Deus o criou; Adão e Eva os criou”. Ainda que alguém possa dizer que o texto original está generalizando para ser aplicado a todos os homens, se dimensionássemos o texto ao jardim do Éden, a escrita ficaria muito estranha. O entendimento mudaria radicalmente se entendêssemos este homem no singular como sendo o próprio Deus feito homem, Neste caso o texto seria escrito desta forma: “E criou Deus Jesus Cristo à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. E porque daríamos esta aplicação ao texto? Simples, porque o primeiro homem criado perdeu esta imagem, conforme lemos:

Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. (Rm 5.19)

O primeiro homem falhou, pecou, foi incapaz de ser a imagem de Deus, então o próprio Deus se fez homem para que esta imagem se tornasse conhecida, como está escrito: “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa...” (Hb 1.3a). Jesus Cristo veio para ser Ele próprio a expressa imagem de Deus, sendo Ele o próprio Deus como se lê: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1), que deixou Sua própria glória como está escrito: “que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens:  (Fl 2.6,7). Assim lemos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). O que se depreende de tudo quanto lemos é que Deus se fez homem para que mostrasse aos homens o que verdadeiramente é ser a imagem de Deus.

Voltemo-nos por um pouco ao espelho, olhando o que vemos é a nossa imagem. Nos deparamos então com algo notável, quando nos posicionamos para observar nossa própria imagem, tudo quanto fazemos diante do espelho é imediatamente correspondido. Nunca se viu um espelho que se recusasse a ser fiel exposição da imagem diante dele colocada. Todavia quando saímos de diante do espelho esquecemos que nós mesmos somos a imagem de Deus. Pelo mesmo princípio aplicado ao espelho podemos dizer que tudo quanto acontece com Deus deveria refletir direta e imediatamente em nós mesmos, porquanto somos a imagem de Deus. Todavia o resultado líquido de nossa vida não demonstra esta verdade, antes o que se percebe é que refletimos algo que não condiz com Deus. Temos a tendência de demonstrarmos impaciência, irritação, amargura, tristeza, principalmente quando nos sentimos ameaçados em nosso pequeno reino egocêntricos. Em contraste vemos o Senhor Jesus nascendo completamente despojado de toda e qualquer riqueza, vivendo na mais absoluta dependência divina e morrendo por amor a cada um de nós. Então percebemos que a verdadeira realidade da vida não consiste em viver para nós mesmos, senão para Deus e, por consequência, para nosso semelhante.

Se Deus não tivesse sido feito homem na bendita pessoa de Jesus Cristo, estaríamos tão submersos em nossa própria percepção do significado da vida que jamais entenderíamos a morte como juízo divino aplicado à rebelião do homem no jardim do Éden. Nunca teríamos a verdadeira compreensão do amor sacrificial, pelo contrário, entenderíamos que os outros foram criados para nos servir e que a suma de tudo seria alcançar riquezas materiais visando tão somente atender nosso próprio deleite. Sem Jesus nós faríamos da força o meio para fazer prevalecer nossa vontade, buscando assegurar todos nossos direitos, não importa o quanto isso pudesse ferir nosso semelhante. Sem Jesus o pobre e desprezado seria escoria para ser varrida da face da terra, porquanto no alto de nosso próprio senso de justiça, entenderíamos a pobreza como sinônimo de maldição divina, sem perceber que nós mesmo, enquanto nos achando ricos, não seriamos nós mesmo os mais miseráveis dos homens, visto ter vindo ao mundo nu e assim saindo dele, nada nos aproveitando as riquezas materiais naquela fatídica hora de prestarmos contas a Deus.

Jesus Cristo veio, o verbo se fez carne, Deus se fez homem. Desde então toda a realidade da nossa existência passou pelo crivo de Sua vida exemplar e impecável. Nós não mais temos a condição de ignorar o impacto de Sua bendita presença, mesmo porque todo o mundo ocidental celebra no natal o Seu nascimento. Até por causa da promoção feita pelos comerciantes nos fazendo lembrar que estamos no natal, não há como ignorar que a causa primária de termos este dia festivo é por que Deus se fez homem e habitou entre nós. Mesmo que esta data seja ofuscada por personagens estranhos a ela como o papai Noel e toda sua prole de duendes cujo conceito exaustivamente perpetuado é de estarem trabalhando em favor da produção e distribuição dos presentes, precisamos entender que o maior presente do natal não é aquele que podemos estender a alguém, mas o presente que Deus nos deu entregando Seu único e bendito Filho por nós para morrer na cruz com o propósito de nos salvar da ira vindoura. O natal, isto é, o nascimento de Jesus Cristo concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria, é na verdade, a oportunidade para fazermos ressoar o canto dos anjos: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14).

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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