Diminuir a fonteAumentar a fonte 25/12/2012
Natal, tempo de intimidade com Deus
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. (Lc 2.26)

Um dos maiores anseios do homem é ter Intimidade com Deus e Simeão é um grande exemplo de quem viveu esta experiência. Já se passara oito dias do nascimento do Senhor Jesus, seus pais levaram-no ao templo para que fosse circuncidado conforme instrução da lei de Moisés. Aquele fora tempo de grandes manifestações divinas. Primeiro aparecera um anjo a Zacarias anunciando o nascimento de João Batista, um verdadeiro milagre, porquanto o casal era avançado em idade e Isabel estéril. Depois o anjo aparecera a Maria anunciando o nascimento de Jesus Cristo por concepção do Espírito Santo. Maria e Isabel compartilharam estas experiências por três meses, quando ela voltou para sua casa. Neste ínterim o anjo falara com José, esclarecendo a ele que o filho gerado no ventre de Maria era Filho do Deus Altíssimo. Logo nasceram João Batista, seis meses depois Jesus Cristo, evento este comemorado no dia 25 de dezembro, data esta convencionada como sendo do Seu nascimento, conhecido como natal.

Os eventos extraordinários não cessaram. Multidões de exércitos celestiais foram vistos pelos pastores cantando a chegada do Salvador, que é o Cristo, o Senhor (Lc 2.11). Estes pastores foram instruídos a irem até a manjedoura darem boas vindas ao Rei de Israel. Então, passados oito dias, o casal se dirigiu a Jerusalém para circuncidar Jesus Cristo, quando se encontraram com Simeão, um homem de idade avançada, justo e temente a Deus (Lc 2.25). Simeão não estivera presente no dia do nascimento de Jesus Cristo, contudo nutria em seu coração o maior desejo que alguém pode ter nesta existência, o de não morrer enquanto não puder ver o Cristo do Senhor (Lc 2.26). Nós devemos considerar seriamente esta preocupação de Simeão porque ao natal segue-se o ano novo, quando planos são renovados ou criados visando um futuro melhor. É quando devemos nos perguntar qual é realmente o grande anelo de nossa existência? O que queremos para nós e nossos filhos? Com qual expectativa comemoramos o natal?

Consideremos o seguinte: o natal é o aniversário de Jesus Cristo. Observando todas as festas desta natureza, percebemos um elemento comum a elas: só são comemoradas em função do aniversariante. Sendo mais pontual, o aniversariante precisa, no mínimo, estar vivo para ter sua festa comemorada, ninguém faz aniversário para aquele que já partiu desta existência. No caso específico do natal, temos uma incongruência, costuma-se montar presépios para que este faça reminiscência ao aniversariante e em todos estes presépios, Jesus é retratado como um bebê na manjedoura. O curioso é que nenhuma festa de aniversário se leva os retratos do aniversariante mostrando como ele era quando bebê, pelo contrario, se celebra a cada ano um novo período de existência, se comemora a vida, não a morte. Então ficamos assim: no natal ou comemoramos mais um ano de existência de Jesus Cristo ou então decididamente não sabemos o que estamos fazendo neste dia. Comemorar o congelamento de Seu nascimento por certo não faz sentido algum, caso contrario teríamos que redefinir o conceito de aniversário.

Voltemo-nos por um instante a Simeão. Seria um completo absurdo aventarmos a hipótese de convidá-lo para comemorar juntamente conosco o aniversário de Jesus Cristo. Ainda que ele tenha conhecido-O oito dias após seu nascimento, não viveu muito depois disso, vindo a falecer seja lá o modo como isso aconteceu. Mesmo que tenha vivido alguns anos a mais, Simeão sabia não ter muito tempo de vida, portanto seu último desejo é de suprema importância por passar pelo crivo de tudo que é essencial nesta vida, centrando naquilo que realmente importa. Muitos vivem despreocupadamente, sem preocupar-se com o destino eterno de sua alma, no máximo estão focados em sucessos ao alcance de sua capacidade, qualquer coisa que se realize nesta existência. Contrastando a meta da maioria dos mortais, Simeão não queria morrer sem antes conhecer o Cristo do Senhor.

Geralmente quando nos deparamos com o nome “Cristo”, nos vem à mente como sendo o sobrenome de Jesus, o aniversariante do natal. Este nome, na verdade, é uma transliteração do grego “Khristós”, que significa “Ungido”, termo este que tem seu paralelo no hebraico como “Māšîaḥ”, cujo significado é “Messias”. Resumindo, Simeão não queria morrer sem conhecer o Messias, aquele que haveria de vir como o libertador de Israel. Jesus de fato veio e, resumindo tudo quanto fez, Paulo sintetizou sua passagem entre nós nos seguintes termos:

E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória. (I Tm 3.16)

Paulo declara que Jesus nasceu, viveu, morreu e... ressuscitou. Jesus Cristo foi o único homem que venceu a barreira da morte. É certo que na Bíblia temos Enoque e Elias, que andaram com Deus e foram tomados vivo para o céu, todavia a transladação destes dois homens foram como uma antecipação da conquista feita na cruz pelo Senhor Jesus. Quando Simeão manifestara seu anelo de ver Jesus ainda em vida, por certo manifestara primeiro um privilégio dado por Deus a ele de ver pessoalmente, com seus próprios olhos, o Messias. Por outro lado ele poderia morrer na certeza que sua salvação estaria assegurada por crer no Messias que tanto esperava.

Quando nós nos propomos a comemorar o nascimento de Jesus Cristo, estamos, na verdade, a anunciar o maior mistério de toda a história universal. Primeiro não estamos comemorando o congelamento de uma criança no tempo, mas podemos compartilhar com o próprio aniversariante a alegria de tê-lo em nosso meio, agora ressurreto. Segundo, ao comemorarmos o aniversário de Jesus Cristo estamos compreendendo a dimensão teológica e histórica deste evento. Jesus Cristo, sendo Deus, não teve princípio nem jamais terá fim, porquanto é a Segunda Pessoa da Trindade. Em se fazendo carne, Jesus se introduziu na história como o Verbo que se fez carne, manifestando a todos a glória de Deus como Sua expressa imagem. Neste aspecto o ano de Seu nascimento se constitui um marco para datação por toda a eternidade deste sublime esvaziamento de Sua divindade para assumir Sua humanidade, portanto o natal, nestes termos, não só será comemorado nesta existência, como também adentrará por toda a eternidade. Cada momento em que pudermos contemplar o Filho do Homem, nos lembraremos daquele dia em que os exércitos celestiais cantaram: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14).

Simeão pode entender estas verdades mesmo antes delas se completarem no tempo de sua existência porque lhe fora revelado pelo Espírito Santo, o mesmo Espírito que nos foi dado gratuitamente para compreendermos tudo quanto Deus nos tem reservado. O que nos demonstra que a comemoração do natal só terá significado para nós se estivermos em plena comunhão com o Espírito de Deus. E não podemos permanecer nesta comunhão se houver em nós algum ponto de trevas, conforme está escrito:

“se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I Jo 1.7).

Assim, o natal não só é um tempo para aprofundarmos nossa intimidade com Deus, como também para estreitarmos nossos relacionamentos com todos nossos irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Se porventura estivermos estremecidos com alguém, devemos aproveitar esta data para fazermos as pazes, perdoando-nos mutuamente. Somente então poderemos dizer que estamos comemorando o natal com o próprio aniversariante e em plena comunhão com Ele e com Seu corpo, que é Sua igreja, lavada e remida pelo sangue do Cordeiro.

Clique e comente este texto

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal