Diminuir a fonteAumentar a fonte 31/12/2012
Fechado para balanço
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? (Lc 24.13-18)

Um ano que se encerra se equipara aos eventos da crucificação de Jesus Cristo, isto porque nos traz a sensação que algo ficou por concluir, está inacabado, precisamos resgatar. Se convencionou que o final do ano é tempo de fechar para balanço, de avaliar o que se passou, de contabilizar os ganhos e percas, de ponderar as escolhas feitas. Esta época é propícia também para reavaliar os relacionamentos, sarar as feridas, curar as mágoas, liberar o perdão, fortalecer o amor, reencontrar-se com os distantes, matar a saudade. Feliz aqueles que podem atravessar este momento tendo com quem compartilhar tudo que pesa seu coração, de colocar para fora as alegrias e tristezas, os sonhos e aspirações; daqueles que conseguem ter a liberdade para conversar sem censura, sem medo no uso das palavras, confiantes que serão ouvidos sem serem recriminados.

Foi assim com os dois discípulos no caminho de Emaús. Eles estavam voltando de Jerusalém. Aquele fora um período eletrizante. Por muitos anos aquela geração de remanescentes fieis esperou a consumação de todas as profecias divinas. O que eles tinham em mente era que o Messias haveria de vir, daria um golpe de Estado, assumiria o governo de Israel, levantaria um grande exército, avançaria por todas as terras conhecidas, colocaria todas as nações sob o julgo judeu e proclamaria o reino de Deus na terra. Obviamente este plano poderia parecer delirante, mas não para um judeu fervoroso, capaz de crer piamente no poder de Deus, sabendo que nada poderia se opor contra os desígnios estabelecidos no céu. Eles tinham certeza absoluta que Jesus Cristo era o Rei prometido, todavia os eventos pareciam fugir do controle, não se desenrolavam conforme o que era esperado. Realmente Jesus Cristo foi proclamado como Rei, mas da forma mais humilhante possível: primeiro lhe deram uma coroa de espinho, depois lançaram sobre ele um manto vermelho, por fim crucificaram-no, escrevendo sobre Sua cabeça: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus” (Mt 27.37).

Nós temos sido uma geração instruída como aqueles discípulos. Temos sido ensinados ano após ano que devemos traçar planos bem elaborados, termos visão do futuro para os próximos cinco anos, no mínimo. Depois deste plano traçado, temos de alcançar, pois somos filhos de Deus, nada pode nos deter, precisamos vencer e mostrar a todos que servimos a um grande Deus. O que se coloca, nestes termos, é que o futuro pode ser construído por nossos ideais e alcançado segundo nossos desejos. Obviamente estes planos não levam em conta a ação da cruz e, se cada um de nós olharmos para o que se passou veremos que muitas vezes fomos decepcionados por não alcançarmos aquilo que pretendíamos. Nosso problema consiste em querer nós mesmo dirigir nossos passos sem consultar qual é a perfeita vontade de Deus para conosco. Leia atentamente o que está escrito:

Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; o homem, pois, como entenderá o seu caminho? (Pv 20.24)

Perceba: se temos nossos passos dirigidos por Deus, não há como entendermos para onde estamos indo, agora se somos nós quem definimos o caminho a seguir, então tudo se torna previsível. Alguém pode contestar dizendo: nós alcançamos o que tínhamos em mente, portanto foi vontade de Deus para nós. Será? Leiamos: “E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma” (Sl 106.15). Na realidade qualquer coisa que quisermos seremos capazes de obter, mesmo aquelas que sejam contrárias ao conselho de Deus, visto que para o Senhor não faz diferença. Isto porque digamos que nossa escolha resulte em derrota, prenuncio de morte, depois disso o Senhor pode chegar com Seu socorro nos trazendo vitória, isto é, ressurreição. Assim, como Deus vai além da morte, não importa muito o que nós escolhemos, Ele pode nos dar ainda que isso nos traga prejuízos porque depois, quando nos arrependermos por termos escolhido um caminho que parecia direito, tendo como fim a morte, Deus está sempre pronto a nos fazer recomeçar com base em Sua bendita vontade. Realização não é sinônimo de benção divina.

Os discípulos caminhavam de volta no caminho de Emaús porque não souberam reconhecer que o plano de Deus não terminou com a morte de Jesus Cristo na cruz, antes estava apenas começando. Só que uma coisa é certa, eles estavam discutindo entre eles qual seria o plano de Deus. Eles não estavam conversando sobre que negócio iniciar, em que empreendimento trabalhar, como fazer para amealhar riquezas, o que movia o coração daqueles homens era entender qual era o propósito de Deus para com Israel e era neste projeto que eles queriam se inserir. Façamos uma reflexão sobre quais foram os motivos que nos conduziram por todo este ano. Será que realmente tínhamos por meta promover a glória de Deus e estarmos engajado em Seu plano ou tão somente estivemos ocupados em alcançar nossos próprios objetivos. Seguramente a ordem do Senhor é clara e límpida: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). No entorno deste projeto está a edificação da igreja, então a pergunta é: em que projeto no corpo de Cristo estivemos inseridos? Muitos podem se escusar dizendo: estivemos ocupados ganhando dinheiro para manter a igreja (instituição e seus gastos) funcionando, todavia se isso for verdade, você saberá responder para si mesmo, contudo fica a palavra de Deus que pode ser a verdadeira diretiva para nós no ano vindouro:

Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6.33)

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