Diminuir a fonteAumentar a fonte 01/01/2013
Reconsiderando como construir o futuro
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. (Pv 16.3)

Hoje se inicia um novo ano, tal qual a folha em branco, todas as opções estão abertas diante de nós. O que vamos escrever nas linhas da história permanece uma incógnita, o futuro a Deus pertence. Isso nos faz lembrar de Abrão, que chamado a sair de sua terra, haveria de se dirigir horizonte adentro, vendo as paisagens mudando a cada passo, anelante pela voz diretiva de Deus a lhe apontar a terra prometida. O tédio quase lhe assaltava seu coração pela necessidade de regular seus passos na marcha de seu rebanho, em uma viagem lenta, quase angustiante, meditando quais propósitos Deus tinha em mente. Sua única certeza era o caráter dAquele que lhe chamara e, para o coração fortalecido pela fé, isso bastava.

Quantos de nós não gostaríamos de ter um plano muito mais elaborado, quase predizendo as rotinas minuto a minuto, para que maquinalmente pudéssemos executar nossas tarefas, sem ter muito que pensar, com o sucesso garantido pelo cumprimento de uma receita restrita. Olhamos para o passado, contemplamos o presente e é tudo quanto temos, o futuro não é mais do que uma névoa encobrindo o horizonte, forçando-nos a concentrar no espaço onde colocamos a planta de nossos pés. Então nos recorremos a palavra de Deus nos perguntando: até quando Senhor! E a resposta que nos conforta nos diz: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

Prosseguimos avançando passo a passo, na amplitude da luz que temos, confiantes que, apesar de não divisarmos a distante terra que nos espera, temos a cada dia o maná como não faltou aos filhos de Abrão em sua passagem pelo deserto inóspito. Este maná é o suficiente para nos manter vivo por mais um dia, foi assim ontem, e ontem de ontem, e ainda no mês passado, por todos os meses do ano que se passou. Do nosso íntimo brota a adoração reconfortante em sublime expressão: “... Até aqui nos ajudou o SENHOR” (I Sm 7.12). Então descobrimos que a verdadeira razão que nos faz caminhar confiante não é a provisão que do céu recebemos, nem a esperança de um dia chegarmos a algum lugar, muito menos as batalhas já superadas. O que verdadeiramente nos faz prosseguir é sabermos que não estamos sós na jornada, antes somos acompanhados e guiados pelo próprio Deus, que fez os céus e a terra, que sabe de todas as estações, conhece o melhor para nós.

É quando descobrimos que o melhor, o mais seguro e reconfortante lugar que jamais podemos almejar é aquele que nos coloca no centro da vontade de Deus, isto é, em Sua bendita presença. É quando nosso coração treme e balbuciamos assombrados: “Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus” (Gn 28.17). Então entendemos que Deus verdadeiramente nos chama não porque precisa e quer algo de nós, mas tão somente por ter prazer em nós mesmo, porquanto fomos criados para louvor da Sua glória. Tudo o mais nada é senão uma oportunidade para cultivarmos íntimo relacionamento com Ele. É quando descobrimos se realmente estamos mais interessados na benção de Deus ou no Deus da benção. É quando somos provados se vamos colocar nossas realizações como instância última de satisfação pessoal, desprezando tão maravilhosa e divina companhia.

Se para o Senhor nosso Deus, estarmos em Sua bendita presença já seria o supremo bem, não é este nosso objetivo. Nós queremos muito ser reconhecidos por aqueles que nos cercam e, para isso, tudo que precisamos é sermos provido da faculdade de edificarmos algo. Basta um tijolo e já estamos acima do solo criado por Deus, alguns outros posto em forma de coluna e já podemos subir sobre ele, nos erguendo acima de outros homens, se descuidarmos logo estaremos aventando a hipótese de desalojar o próprio Deus. Como escapar desta funesta desventura?

Precisamos reconsiderar o modo como queremos construir o futuro. Não há nada que possamos fazer provido de valor, por mais importante que seja, se não resultar na glória de Deus. Nós somos seres ativistas por natureza, não queremos parecer improdutivos porque certamente seriamos motivos de chacota dos mais bem sucedidos. Fazer qualquer coisa, ainda que seja tão somente por nos manter ocupados parece ser o mais adequado. Todavia a verdadeira obra é aquela que podemos assinar com os seguintes dizeres: “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23). Uma obra como esta nasce da adoração porque dela procede o verdadeiro serviço. E quem adora a Deus está no lugar do qual jamais deve sair, na presença dAquele que vive por todo o sempre, em comunhão com Aquele que primeiro nos amou ao ponto de dar Seu próprio e unigênito Filho por nós.

Certa feita perguntaram ao Senhor: “Que faremos para executarmos as obras de Deus?” (Jo 6.28). Talvez seja por esta pergunta que devemos iniciar este novo ano, porque quando confiamos a Deus nossas obras, Ele próprio ordena os nossos pensamentos, fixando nossos olhos nas “boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Para isso precisamos voltar a exercitar uma antiga prática cristã, hoje desconhecida por grande parte dos servos do Senhor, o aprender a esperar em Deus, mesmo porque “os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão” (Is 40.31).

E porque haveríamos de esperar? Simples, este é o tempo em que nossas obras estão sendo posta no seio do Senhor, tal como a galinha que choca seus ovos. Este é o tempo em que Deus aprecia nossa disposição de servi-lo com integridade e sussurra em nosso coração a visão de Seu projeto e, no alto, nos mais elevados lugares celestiais, nos solta em voo seguro de águia para galgarmos as mais sublimes glórias.

Uma jornada como esta é revitalizante, é quando chega a hora de correr sem nos cansarmos dos esforços empregados, todavia, ao mesmo tempo, não deixamos de caminhar com nossos amados, pacificados que estamos por verdadeiramente estarmos fazendo as obras de Deus. Então poderemos dizer que o ano de 2013, por um lado irá voar como todos os anos, tão rápido que nos perguntaremos o que fizemos nele, mas terá uma marca distinta de qualquer ano que já experimentamos porque nele cultivaremos e daremos prioridade aos nossos relacionamentos interpessoais, construindo amizades firmes e duradouras, não querendo que o dia finde, esticando ao máximo nosso tempo tão somente porque queremos estar com quem amamos. Neste equilíbrio os dias voltarão a ter vinte e quatro horas cheios de vida e prazer.

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