Diminuir a fonteAumentar a fonte 20/07/2004
Surfando nas ondas
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

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www.cezar.azevedo.nom.br

Um dia, no senso comum, tem 24 horas, mas o dia solar, do qual este é referenciado, tem variação no tempo por conta da relação entre o movimento do Sol e da Terra, fazendo com que em dado momento o dia solar seja de maior ou menor duração. O dia tem 24 h para regular a vida das pessoas e, nesse sentido, pode-se dizer que todos os dias são iguais. Se for observada uma série de dias então se amplia sua definição, têm-se os dias da semana, que se repetem de forma alternada. Neste sentido pode haver predileções por dado dia da semana.

Fato é que “um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite” (Sl 19:2) contudo, poucos são capazes de discernir o que os dias têm a contar. Tem-se um caso assim relatado no evangelho de Marcos em que, por duas vezes os discípulos passaram basicamente pela mesma situação, podendo esta ser chamada de momentos recorrentes; quem não os tem? São aqueles fatos que insistem em se repetir ao longo da vida tipo: todo jovem se conflita com os pais do mesmo modo, todo namoro começa e termina do mesmo jeito; todo negócio acaba se perdendo numa mesma condição, toda enfermidade resulta no mesmo quadro clínico.

Um dia a história se passou assim: os discípulos, pescadores experientes, foram convocados por Jesus para atravessar o mar até a outra margem; o Senhor, cansado, se ajeitou na popa e dormiu tranqüilamente; um grande temporal veio sobre a nau a ponto das ondas baterem dentro do barco, enchendo-o perigosamente. Em desespero os discípulos acordaram o Mestre que os repreendeu por lhes faltar a fé e ordenou às ondas se aquietassem; então eles prosseguiram seu curso até a outra margem (Mc 4:35-41).

No outro dia isso foi o que aconteceu: Jesus ficou orando no monte tendo ordenado seus discípulos irem a Betsaida, do outro lado do mar; durante a travessia um grande vento se levantou exigindo que eles remassem com grande esforço. Vendo-os fatigados o Senhor veio andando sobre o mar como que lhes passando adiante; pensando ser um fantasma, os discípulos se assustaram, mas Jesus os tranqüilizou e subiu no barco acalmando o vento (Mc 6:45-52).

Esses dois dias contam muito sobre os fatos da vida, revelam que toda situação existencial foi moldada por Deus para se crescer nela; que todo embate da vida está na justa medida da capacidade de cada um lidar com ele; que o segredo da vitória sempre permanece nas mãos do Senhor, que pode todas as coisas; que se pode confiar inteiramente em Deus mesmo nas situações mais adversas.

Mas esses dois dias demonstram também que se uma experiência não trouxer o conhecimento do propósito de Deus outras tantas se repetirão até que a lição seja aprendida. Na primeira vez, o medo tomou conta dos discípulos, que acordaram o Senhor, mas na segunda o Senhor ia passando adiante deles porque eles não mais esmoreceram diante da tempestade e ventos contrários.

A surfista Bethany Hamilton é um exemplo vivo dessa verdade. Correndo em suas veias o amor ao surfe, na ilha de Kauai sofreu um duro golpe: num ataque de tubarão perdeu seu braço esquerdo. Contudo, ela soube transformar a dificuldade de subir numa prancha num trunfo nas competições que participou desde então: ela assumiu para si o risco de entrar nas ondas mais tarde que seria o normal, numa manobra extremamente arriscada, mas que lhe permitia obter melhores notas pois dizia ela: "Posso fazer isso sem um braço. Sempre há a possibilidade de entrar mais tarde na onda".

Assim 70 dias após o ataque do tubarão já estava participando de competições com o objetivo de não ficar em último lugar e, para sua surpresa passou pelas finais e chegou em quinto lugar. Questionada sobre que conselho daria aos surfistas, falou: “Que eles continuem surfando. Com cuidado. Mas que continuem aproveitando o surfe. Não desistam nunca do esporte.” O que se observa é que não importa o tamanho das ondas que se abatam sobre o seu barco nem a quantidade de água que adentre, mas a determinação em prosseguir adiante, no propósito que Deus tem enchido seu coração. Afinal, para um surfista ondas são motivos para surfar como para Jesus o mar lhe é um estrado para estar junto com os seus discípulos amados.

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