Diminuir a fonteAumentar a fonte 18/03/2007
O anel e a maçonaria
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

cezar: Tem alguma coisa em pauta para conversarmos hoje?

isaque: Para nosso debate?

cezar: não, para conversarmos.

isaque: Disse debate no sentido de idéias e aprendizado mútuo, aprendo muito com você. Gostaria de saber da sua experiência com a Maçonaria.

cezar: Sim. Terei de trabalhar com datas para você entender. Em 1992 eu estava na Igreja Batista Nacional. O pastor salientou em dado momento sobre o efeito nocivo de objetos de nossa propriedade vinculada ao ocultismo.

isaque: Como quais?

cezar: Material consagrado em terreiro, peças nitidamente com finalidades ocultistas. Naquela época sempre que eu ministrava na igreja via em visão, demônios saindo de meu guarda roupa. Isso começou a me incomodar e resolvi ver o que havia em meu guarda roupa que justificava esta visão.

isaque: Desde quando tem visões? Após a conversão?

cezar: Não sei ao certo, o fato é que as visões cessaram. Abrindo o guarda roupa, na parte de cima vi que tinha várias revistas, entre elas várias da igreja católica com assuntos sobre o espiritismo. Bem, por precaução tirei todas as revistas com estes assuntos e as queimei.

cezar: Então eu me perguntei se eu podia ter mais algum objeto desta natureza em casa. Me lembrei de um anel que eu ganhara em 1977, nos EUA. Era um anel de prata com uma grande pedra azul e branca sobre ele. Nunca usei este anel, por ser muito feio, grande e desengonçado.

cezar: Peguei o anel na mão e o telefone tocou. Ao atender o telefone pensei em colocar o anel, mas antes de colocar resolvi olhar o verso dele. Foi quando, pela primeira vez, vi que tinha uma gravura, marcada no verso, uma xícara. Então pensei comigo: este anel é preparado, mas por que? Para que?

cezar: Me lembrei que na igreja tinha uma irmã que se convertera, antes fora espírita. Eu fui a ela no final de um culto e mostrei o anel perguntando se ela tinha visto algo igual. Ela me respondeu: deve ser maçom e, antes de terminar de falar, não sei o que aconteceu a ela, mas parece que um espirito tomou conta dela, pois rodopiou e caiu no chão. Eu, estrategicamente me afastei e o pastor veio expulsar o demônio. O fato é que ela ficou boa.

isaque: Continue.

cezar: Bem, resolvi pensar numa estratégia para perguntar a um maçom o significado do anel.

isaque: Rsrs.

cezar: Meu chefe era maçom, grau 4, portanto, tinha pouca autonomia para falar.

isaque: Muito bom.

cezar: Ele estava atendendo um cliente. Esperei ele terminar para apresentar o anel, pois fazendo de surpresa, ele não teria como deixar de expressar no semblante alguma coisa.

cezar: Mostrei o anel e disse (joguei verde para colher maduro, pois não sabia se era maçom o anel): ganhei este anel de um maçom, pode me dizer o significado?

cezar: Ele olhou e me respondeu: é maçom, mas para responder tenho de pedir autorização ao meu superior, se ele deixar eu falar, só posso falar o que é permitido.

cezar: Então vi que com ele não chegaria a lugar nenhum, mas tinha a confirmação de ser maçom o anel. Eu conhecia outro maçom, grau 33. Sabia que ele falaria, pois além de maçom era batista e responsável por eu entrar no Seminário Batista como aluno. Para falar com ele, primeiro eu tinha de ter uma idéia porque o maçom me dera o anel.

cezar: Eu voltei para o ano de 1977. Este que me deu o anel era ourives. Em 1977 nós viajamos para o México com a família dele e a minha família americana. Na volta ele me dera o anel.

cezar: Lá no México aconteceu uma coisa curiosa. Toda americana ou é bonita da cintura para baixo ou da cintura para cima, é muito difícil achar uma americana linda no conjunto, mas a esposa dele era linda. Um dia, no México, ela tomava banho de sol e eu parei e fiquei observando a beleza dela. A filha dela, com 5 anos, parou do meu lado e disse; bonita minha mãe, né. Eu fiquei sem graça e sai.

cezar: Ao chegar nos EUA ganhei o anel. Assim, a tese era: ele, o ourives, com ciúme da esposa, preparou este anel com algum propósito e me deu. Com esta tese fui ao maçom.

isaque: Ciúme.

cezar: Sim. No dia que eu cheguei à casa dele, ele estava recebendo visitas. Na verdade, todas as minhas visitas na casa deste maçom era, de algum modo, monitorada, pois nunca eu conseguia chegar lá sem ele estar acompanhado.

isaque: Claro.

cezar: Neste dia ele tinha visita. Quando ele me viu chegando já sabia que eu queria uma informação. Assim, me levou a um canto e perguntou o que eu queria. Eu mostrei o anel, falei a tese e perguntei o significado. Ele mandou eu guardar imediatamente o anel no bolso e disse que depois falava comigo.

cezar: Então fomos para um cômodo da casa que tinha uma sala com piano e uma biblioteca. Quando entramos para a sala, descobri, pelo diálogo, que o outro era maçom. Ele olhou no piano e disse: você tem piano aqui e não me contou. Deixe-me afinar seu piano. O dono da casa respondeu: o meu de jeito nenhum, que afine o da igreja, mas nunca o meu. Percebi então que, por afinação do piano, um maçom consegue algo.

cezar: Enquanto este maçom se dirigiu ao piano eu entrei com ele na Biblioteca. Ele me chamou num canto e disse: Cezar, isso é um signo. Então abriu um livro e me disse: neste livro tem a informação que você quer, mas não posso mostrar. Este homem que está em minha casa veio para saber o que tenho de livros e ele não pode saber. Quando terminou de falar, entrou o outro maçom na nossa costa. Então ele puxou um outro livro, uma Bíblia, comentou acerca dela e, num movimento rápido, jogou o livro no armário e fechou o armário. Notei então que havia um conflito entre ambos por poder.

cezar: Fomos para uma sala. Quando eu sentei entre os maçons, devia ter umas seis pessoas, o maçom do piano disse-me: você veio nesta casa com uma questão das trevas para a luz? Quando eu ia comentar o dono da casa disse: que nada. Então percebi que devia manter-me absolutamente calado, mas este maçom disse: estou no hotel tal e tenho algo a falar com você, pois a resposta que você busca eu a tenho (está me esperando até hoje).

cezar: Quando ele foram embora o dono da casa me disse: volte no dia tal que vou lhe mostrar. No dia aprazado voltei. Então ele abriu um grande livro e me mostrou o que o anel significava. O anel representa coisas celestiais. Ele me mostrou que a pedra branca, azul era a abóbada celestial com as nuvens.

cezar: No livro tinha dois escritos, um em português e outro em linguagem que não se entende. Ele me disse: o que está oculto não vou falar, mas pelo que está em português você tem como ter uma idéia.

cezar: Esta pedra branca visa te dar sono, perda de memória, disfunção mental e tudo relacionado a mente. O objetivo é destruir sua mente. Atrás tinha uma xícara, nela um touro desenhado dentro e uma chama saindo. A xícara era usada em orgias; o touro para dar força. A chama significava paz em hieróglifo antigo, dizia que o sacrifício fora feito e aceito. Tudo implicava na destruição de meu corpo.

cezar: Desde 1977 até 1992 eu tivera sido atacado intensamente na mente e no corpo. Isso foi em 1992. Na época levei o anel a um ferreiro e o queimei com maçarico, orando para quebrar toda maldição que ele me trouxera, confessando o pecado de cobiçar a mulher do próximo, fechando assim a porta ao diabo.

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