Diminuir a fonteAumentar a fonte 26/09/2007
Aprendendo a orar
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

Senhor! Como devo orar? Estou lendo o livro oração intercessória e, no primeiro capítulo aprendo que devo, acima de tudo ser persistente e perseverante. Isso me faz lembrar quando o Seu Filho ensinou os discípulos sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lc 18:1-7), concluindo com uma pergunta perscrutadora:

“E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles?” (Lc 18:7)

Por esta história da viúva eu aprendo que as causas devem ser levada ao trono da graça, clamando dia e noite ao Senhor até sermos atendidos. Para isso precisamos desenvolver em nós a persistência ou a resistência, conforme expôs Dutch Sheets, autor do livro “Oração Intercessória”.

Por que é necessário persistir, Senhor? Em Tiago aprendemos que a oração deve ser feita com fé, não duvidando (Tg 1:6), reverberando o que o Senhor ensinara aos discípulos quando explicou que a fé sem a dúvida nos permitiria mover até um monte do lugar (Mt 22:21). A perseverança pode ser o veículo por meio do qual a fé é firmada e a dúvida afastada. Está escrito:

“e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.” (Mt 21:22)

A capacidade de fazer o pedido associado à fé isenta da dúvida é algo que nasce em dado momento no curso da oração. Quando a fé convicta nos alcança, então levantamo-nos para glorificar a Deus, pois o que foi pedido será alcançado, pois está escrito:

“E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.” (I Jo 5:14,15)

Senhor! Quando pedimos algo que seja segundo a Sua vontade? Seria tão somente estarmos baseado em alguma promessa? Creio que não, pois foi desta premissa que surgiu o determinismo, a idéia que Deus se obriga a responder o que está escrito, independente da condição do coração de quem faz a petição. Não é a citação de um texto bíblico que nos fará ser ouvido diante de Deus, mesmo porque é impossível agradar a Deus se não tivermos fé (Hb 11:6).

Ora, se a fé é condição fundamental para sermos ouvidos pelo Senhor, se esta fé deve ser isenta de dúvida e se a fé é um dom dado por Deus, então qual deve ser nossa expectativa? Os discípulos compreenderam a verdade, pois está escrito:

“Disseram então os apóstolos ao Senhor:

Aumenta-nos a fé.” (Lc 17:5)

Somente seremos ouvidos pelo Senhor se nossa fé crescer ao ponto de sepultar toda dúvida, daí a necessidade da perseverança. Mesmo porque está escrito:

“Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará.” (Hb 10:36,37)

A perseverança é o canal por meio do qual podemos canalizar o rio de água viva que procede do trono de Deus irrigando nossa fé ao ponto de produzir a convicção que o Senhor nos ouviu e vai nos atender. Nossa atitude deve ser a mesma dos discípulos:

“Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11:1)

Porque precisamos ser ensinados a orar?

“(porque andamos por fé, e não por vista)” (II Co 5:7)

Este não é o jeito natural de andarmos. Tudo quanto fazemos neste mundo é baseado em nossos cinco sentidos, é palpável, é perceptível. Ao sermos contratados sabemos o quanto vamos receber. Nas empresas aprendemos a trabalhar baseado em metas. Em nossa casa gastamos segundo a medida de nossa renda. Ao dirigir nos guiamos pelo ponteiro do combustível, parando com a devida antecedência para abastecer. Tudo é feito por vista, andar por fé não é parte de nossa natureza, por isso precisamos aprender com Deus como orar.

Senhor! Por que precisamos aprender a orar? Principalmente porque a resposta às nossas orações depende de duas condicionantes: a fé sem duvidar quanto ao que pedimos e a convicção da resposta antes mesmo de receber, pois o fundamento da fé é crer no que ainda não veio a existência, como está escrito:

“O qual, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência; e sem se enfraquecer na fé, considerou o seu próprio corpo já amortecido (pois tinha quase cem anos), e o amortecimento do ventre de Sara; contudo, à vista da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, e estando certíssimo de que o que Deus tinha prometido, também era poderoso para o fazer. Pelo que também isso lhe foi imputado como justiça.” (Rm 4:18-22)

Abraão esteve certíssimo que Deus lhe daria o que havia prometido. Deus prometeu dar um filho a Abraão. Para isso um milagre teria que acontecer: Sara deixar de ser estéril. duas limitações deveriam ser ultrapassadas: Abraão estava com 99 anos, sem mais a vitalidade dos homens e Sara passara da menopausa, além de ser estéril. Findo a menopausa a mulher deixa de ovular, não lhe sendo mais possível engravidar.

Abraão não perdera a capacidade de perceber a condição de sua saúde e de Sara, o que lhe indicavam ser impossível terem um filho. Todavia Abraão creu em Deus, estava absolutamente certo que Deus faria o que prometera, portanto antes mesmo de ter o filho, sabia que sua esposa haveria de se engravidar. Abraão creu, teve fé isenta de dúvida.

Para sua fé não se enfraquecer, antes crescer até o ponto de sua plena maturidade (quando a fé se torna fé isenta de dúvida), Abraão teve de dar glórias a Deus por todo o tempo, não vacilando quando assaltado pela incredulidade. Aqui está o ponto que muitos desistem: se deixam abater pelo que a vista apresenta, deixam de perseverar. Precisamos entender que a verdadeira fé se apóia unicamente em Deus e nada mais.

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