Diminuir a fonteAumentar a fonte 26/02/2008
01 - Somos chamados a aprender a amar
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Amados, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros.” (I Jo 4:11)

Somos membros da Igreja Batista Boas Novas em Cuiabá. Na verdade pedimos para sermos membros desta igreja no dia treze de fevereiro deste ano. Conforme procedimento batista esta igreja pede carta de transferência para a igreja de onde viemos, isto é, Campo Novo do Parecis, só então, em Assembléia Geral, somos confirmados como membros da igreja local. Faço menção a este fato para destacar que, ao entrarmos para esta amada igreja imediatamente passamos a fazer parte do projeto “40 dias de comunidade”.

Como nosso pastor afirmou enfaticamente no púlpito não há nada especial com o número 40, poderia ter sido 10 ou 100 dias de comunidade. A idéia básica deste projeto é demonstrar que “juntos somos melhores”. Só de ouvir o pastor insistentemente frisar esta verdade já nos faz sentir bem uns com os outros e termos percepção que realmente somos “corpo de Cristo”.

Alguém pode estranhar o fato de afirmarmos acerca da percepção de sermos “corpo de Cristo”, pois parece ser elementar que todo cristão é membro da igreja, sendo, portanto, corpo de Cristo. Se fosse tão simples assim nunca o apóstolo Paulo teria escrito as seguintes palavras:

“Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.” (I Co 11:29,30)

Paulo, ao avaliar a vida comunitária da igreja de Corinto, destacou que a igreja sofria de enfermidade espiritual produto da incapacidade de reconhecer uns aos outros como membros do corpo de Cristo, ligados todos pelo mesmo Espírito Santo. Alguns se enfraqueciam na fé por causa do desprezo de seus irmãos em Cristo. Por certo se convertiam, congregavam por uns dias, mas ninguém lhes dava importância, assim, por falta de palavras de encorajamento acabavam por abandonar a fé. Barnabé tinha consciência da necessidade de motivar os irmãos conforme podemos observar no relato em Atos dos Apóstolos:

“o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortava a todos a perseverarem no Senhor com firmeza de coração” (At 11:23)

Se a igreja primitiva precisou ser motivada por sua liderança a perseverar em Cristo, tanto mais nos dias atuais. Graças a Deus por nossa liderança local que está imbuída em mover toda a igreja no projeto “40 dias de comunidade”. Não só estaremos fortalecendo uns aos outros como também aprenderemos a colocar em prática o maior de todos os mandamentos – o de nos amar mutuamente. O mais importante nisso tudo é que saberemos exatamente a quem devemos direcionar nosso amor – ao pequeno grupo no qual estamos inseridos.

Ah! Um momento. Antes do amado leitor tecer qualquer crítica ao amor fraternal é preciso salientar que o pequeno grupo irá propor sua participação num outro projeto de alcance social – estaremos participando daquilo que se convencionou chamar “mutirão da cidadania” em um dos bairros de nossa cidade. Com isso o amor fraternal desaguará no amor “ágape”, aquele amor que tem a qualidade do amor divino que dá de si mesmo sem buscar a recompensa.

Uma coisa é certa: amor nos termos divinos é um aprendizado, ninguém nasce sabendo amar. Pelo contrario somos por natureza egocêntricos visto amar a nós mesmo acima de tudo. Por outro lado precisamos compreender o que se passou conosco quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador. Se por um lado fomos justificados em Cristo Jesus, declarados santos e sem pecados, por outro passamos pela regeneração em Cristo Jesus, tendo nosso coração de pedra sido transformado num coração de carne. Por termos agora um coração de carne nos tornamos sensíveis às necessidades de nossos irmãos, portanto quem está em Cristo Jesus necessariamente está equipado para amar seu próximo como a si mesmo e, principalmente, como ama a Deus.

Todavia estar equipado para amar não significa necessariamente saber colocar este amor em prática. É por esta razão que o apóstolo João, conhecido como apóstolo do amor, nos exorta a amar colocando esta atitude como um dever cristão em decorrência do amor pelo qual somos amados por Deus: Deus nos amou então devemos amar. Se o fluir do amor fosse automático então não haveria um dever, todos amariam uns aos outros “naturalmente”. Ocorre que, apesar de nascido de novo, mesmo tendo um novo coração, ainda que o amor de Deus tenha sido copiosa e continuamente derramado em nós, ainda assim tendemos a agir “naturalmente” de modo egocêntrico.

A repetição faz o hábito, assim amar com o amor que Deus nos deu por meio de atitudes práticas nos faz amar habitualmente com o amor de Deus. Sair da inatividade e colocar em prática este amor é como o avião que gasta um grande potencial de combustível para sair do solo, depois é ajudado pela força gravitacional, reduzindo sua necessidade de combustível. O que a liderança de nossa igreja está fazendo agora é dar o arranque, injetar a quantia necessária de combustível para mover a igreja de sua posição de conforto para a mais admirável experiência existencial que podemos nos envolver – o de abrir nosso coração para aqueles que estão caminhando junto conosco nos pequenos grupos até chegarmos à condição de abrir-nos totalmente aos que sofrem por não conhecerem ainda o amor de Deus.

A exortação que nos impõe a obrigação do amor é como os trilhos que definem a direção que o trem deve percorrer. Se o trem permanecer nos trilhos poderá adquirir velocidade até o limite máximo que consegue alcançar, todavia se descarrilar grande será o desastre. Assim também somos nós, se entendermos que o amor deve guiar todas nossas atitudes nos obrigaremos a dar curso nesta direção até que todos sejam envolvidos pelo mesmo amor com que Deus nos amor, amor este que flui em nós pelo Espírito Santo. Então o dever de amar se torna na própria forma de existência, um estilo de vida.

A primeira lição que tivemos, logo na primeira devocional, foi que “a questão fundamental da vida é aprender a amar”. Primeiro porque Deus é amor, depois porque amor é uma atitude, uma escolha, um comportamento não baseado no sentimento, mas no sacrifício. Nós amamos quando nos dispomos a colocar a necessidade de nosso semelhante acima e à frente de nós mesmo. E participamos de um pequeno grupo exatamente para demonstrar o quanto é possível amar como Deus nos ensina. Deixamos um convite: acesse o site de nossa igreja - http://www.ibbn.com.br/.

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