Diminuir a fonteAumentar a fonte 28/02/2008
02 - O amor frutifica em meio à vida comunitária
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros.” (Jo 13:34)

Como Deus é bom! Permita-me tentar explicar a bondade de Deus. Por anos tenho orado ao Senhor com base no que Seu bendito Filho ensinou-nos:

“Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.” (Jo 12:24)

Não sei quanto aos demais, uma coisa sei, o Senhor caminha a passos céleres para responder a esta oração. Antes vamos procurar compreender melhor o que o Senhor dissera. Os discípulos lhe chamara para marcar uma audiência com os gregos que O buscavam. Para surpresa dos discípulos o Senhor lhes disse que não seria possível ainda estar com os gregos, mas que ansiava profundamente por este momento. Foi quando revelou aos discípulos que se aproximava à hora de Sua morte na cruz.

Vamos vislumbrar por um instante a cena. O Senhor estava a algumas horas de ser crucificado. Antes avisara os discípulos que todos O abandonariam. De fato ao ser crucificado nenhum de Seus discípulos permanecera com o Senhor, antes todos fugiram. Jesus ficou tão só na cruz que até o próprio Deus o desamparou ao ponto do Senhor exclamar: “Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46). Naquela hora Jesus Cristo ficou absolutamente só, morria na cruz levando sobre si os nossos pecados. Glórias a Deus pela morte de Seu bendito Filho. O Senhor morreu e por Sua morte fomos reconciliados com Deus. O grão de trigo caíra na terra, morrera, ficará só. Três dias depois Jesus Cristo ressuscitou, o grão de trigo deu seu fruto – eis a igreja. João, antevendo o final dos tempos, o glorioso momento em que a igreja estará reunida diante do trono de Deus, escreveu:

“E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares” (Ap 5:11)

Miríades de miríades – número incontável. O amor de Cristo alcança gente de todas as raças, tribos, nações e de todas as épocas. E o que Deus faz conosco? Eis a resposta – “Deus faz que o solitário viva em família” (Sl 68:6). Quando orei ao Senhor para que o grão de trigo morresse – prefigurando minha própria vida, o Senhor foi realizando uma extraordinária obra de transformação em minha pessoa. De glória em glória, de experiência em experiência vim caminhando até que cheguei ao limite extremo, limite este que seria impossível ultrapassar enquanto indivíduo. Eu só poderia realmente aprender o significado da morte do grão se inserido no contexto de uma comunidade.

E de tantas igrejas para ser membro em Cuiabá, de tantas possibilidades que se configuram na vida de uma igreja, o Senhor me trouxe para a Igreja Batista Boas Novas. Inserido neste corpo com o que me deparo? Com o projeto “40 dias de Comunidade” com o lema: “juntos somos melhores”. E eu pergunto: Deus é ou não é bom? Ele poderia ter me inserido em um pequeno grupo para experimentar o valor de viver em comunidade. Fez isso, mas fez mais, fez-me inserir-me em uma igreja em que praticamente a totalidade de sua membrezia está envolvida no mesmo projeto. São 60 grupos com aproximadamente 10 pessoas, o que significa 600 pessoas num só sentimento: “juntos somos melhores”.

Inseridos neste projeto nos deparamos com a primeira lição: o principal propósito de nossa vida é aprendermos a amar e o amor só frutifica quando estamos nos relacionando com um pequeno grupo, de modo franco, aberto e participativo. Alguém poderia dizer: utopia! Utopia! Utopia! Reúna um grupo de pessoas e terá conflitos na certa. Não haverá espaço para o amor. Ledo engano. Veja o que está escrito na segunda devocional:

“Deus nos fez diferentes uns dos outros e sabe que todos temos diferentes perspectivas e necessidades, em qualquer comunidade. As dores, os hábitos e as dificuldades presentes em todo grupo criam um potencial para conflitos. Mas o objetivo de Deus é usar esses conflitos para nos ajudar a crescer na semelhança de Cristo.” (Warren, Rick. Junto Somos Melhores [Por Que Estamos Aqui?] São José dos Campos: Propósitos, 2006 p 21)

Glórias a Deus – o conflito, longe de ser a razão para nos afastar é o campo fértil para aprendermos a amar. Goste da parte que o Rick disse que temos de sair das relações fantasiosas para as realidades da vida. Por fantasias ele faz menção do fácil convívio e dos conflitos que são resolvidos com felizes acordos, ou seja, acordos superficiais – como envernizar madeira – só escondem a aspereza, sem de fato sarar as feridas abertas.

Assim aprendemos que amar é um ato de vontade em obediência a uma ordem divina. E como só é possível aprender amar estando em comunidade, principalmente inseridos em um pequeno grupo, precisamos, acima de tudo, nos envolver com aqueles que nos são próximos. Uma coisa é certa – não é fácil aprender a amar com o amor divino.

O amor de Cristo foi plenamente demonstrado na cruz. Ali o Senhor morreu por nós, pelos nossos pecados, sendo nós ainda pecadores. E é assim que o Senhor quer nos ensinar a amar, não baseado em nossos sentimentos ou nossas escolhas, mas no exemplo que Ele próprio nos deu. Devemos aprender a amar nosso semelhante por ele ser a imagem de Deus, não por aquilo que ele faça ou deixe de fazer.

Este amor, que foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, nos faz aproximar-mos de nosso próximo como o peixe que nada pelas águas turvas até chegar no seu destino, no nosso caso, até atingir a verdadeira necessidade do coração: Cristo Jesus, a bendita esperança. É como o pastor comentou em uma de suas mensagens: temos uma palavra que não só atende as necessidades atuais como também repercute por toda a eternidade.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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