Diminuir a fonteAumentar a fonte 12/03/2008
15 - Precisamos uns dos outros
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros.” (Rm 12:5)

Somos a geração dos direitos conquistados. Todos advogam seu próprio direito, o maior deles de viver isolado de seu semelhante. Para sedimentar este sentimento o mundo fornece grandes oportunidades como a televisão que faz o indivíduo interagir unicamente com a tela, os jogos de computadores, absorvendo-o da realidade, apenas para citar dois dos mais importantes instrumentos voltados para satisfazer o indivíduo consigo mesmo.

Na década de 60, início de 70, pude viver numa localidade onde não havia sinal televisivo. Lembro-me que as famílias se reuniam semanalmente em programações das mais diversas, tudo para terem oportunidades de estarem juntas. O clube era lotado, a piscina cheia, impossível correr e pular sem cair sobre alguém. Então o mundo começou a se tornar globalizado, as transações bancárias cada vez mais rápida, a carestia maior. Os laços de amizades foram se rompendo, as famílias se tornaram reclusas em suas próprias casas, a televisão foi ganhando espaço nas salas. O clube ficou vazio, já não mais havia a mesma comunhão de outrora. Era muito comum participar de festa de aniversário, em dado momento o bolo era cortado, parabéns cantado e imediatamente o recinto ficava vazio, todos queriam voltar para seu cantinho, sossegar.

Este estilo de vida que exalta o individualismo também se arraigou dentro das igrejas. É muito comum ouvir alguns irmãos comentarem da saudade que tinham da pequena igreja, onde todos conheciam uns aos outros, mantendo reciprocidade no alternar entre estar no templo e nas casas. Pequenas igrejas são propícias ao estreitamento de laços por causa do conhecimento mútuo uns dos outros. Esta mesma dimensão é possível ser alcançada quando uma grande igreja se reúne em pequenos grupos. Neste aspecto Paulo faz o seguinte relato:

“Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é serva da igreja que está em Cencréia; para que a recebais no Senhor, de um modo digno dos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque ela tem sido o amparo de muitos, e de mim em particular.

Saudai a Prisca e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a igreja que está na casa deles.” (Rm 16:1-5)

Quando lemos o relato que Paulo fazia acerca dos irmãos em Cristo vemos o quanto o relacionamento entre eles era profundo. Eles compartilhavam necessidades, intercediam uns pelos outros, chegam ao ponto de dar a própria vida pelo bem estar de seus irmãos em Cristo. Febe, por exemplo, tinha o ministério de socorro, sempre estendendo a mão aos que passavam por perseguição e necessidades. Prisca e Áqüila, por sua vez, arriscaram a vida para ajudar o apóstolo Paulo. Todos estes se reuniam em seus lares como anfitriões, recebendo os irmãos em Cristo em comunhão, adoração e íntimo relacionamento.

Precisamos compreender algo profundamente importante – nós não nos pertencemos mais desde quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador. Agora somos família de Deus (Ef 2:19), todavia muito mais que família no sentido convencional, somos corpo de Cristo (Ef 1:23). Dizer corpo de Cristo ainda não foi possível transmitir toda a intensidade, quando falamos corpo estamos focando a organicidade dele. Nenhuma parte do corpo prescinde da outra e quando alguém, em situação lastimável, perde um membro do corpo, todas as outras partes se sobrecarregam para suprir a falta que o órgão perdido faz. Assim nós somos corpos de Cristo e membros individualmente uns dos outros, dependentes, portanto, intercomunicáveis e inter-relacionados. Paulo enfatiza então o aspecto de pertencermos uns ao outros (Rm 12:5). Quando dizemos que juntos somos melhores, estamos transmitindo uma pálida idéia do nível de interação e dependência que temos uns dos outros, estamos, na verdade, exaltando o próprio fato de estarmos interligados uns com os outros pelo mesmo Espírito de Deus. Esta é a razão do apóstolo concluir:

“no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Ef 2:22)

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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