Diminuir a fonteAumentar a fonte 06/01/2009
Diálogo mental é uma forma de idolatria
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fl 4:6,7)

“Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da destruição.” (Sl 107:20)

Nossa mente parece ter basicamente quatro estados mentais: enquanto acordado, pensando ou vagando e dormindo inativa ou sonhando. De certo modo, a não ser quando em sono profundo, estamos propensos a aceitar que estamos vivos enquanto estivermos pensando ou sonhando. Mesmo Descartes já dizia: penso, logo existo, entronizando com esta máxima o racionalismo como fundamento da existência. A pergunta que devemos nos fazer é: como é o funcionamento da mente normal?

Grande parte das pessoas gira seus pensamentos em torno de suas “preocupações”. Estão sempre a considerar todas as possibilidades de fracasso e perigos iminentes que possam acarretar-lhe problemas e prejuízos. É interessante notar que, no âmbito da mente as preocupações geralmente são entabuladas mediantes diálogos imaginários fundados em argumentos e contra-argumentos. O que nunca nos fazemos é perguntar-nos se realmente estamos argumentando conosco mesmo ou existe interferência de personagens invisíveis instigando o raciocínio. Ocorre que o diabo, por meio de suas hostes espirituais malignas, tem o poder de remeter ao cérebro setas de pensamentos. Estas setas ressoam na mente na mesma tonalidade de voz do indivíduo e na primeira pessoas, fazendo-o crer que são seus próprios pensamentos, como resultado, o que ele pensa ser um diálogo consigo mesmo pode ser perfeitamente um diálogo com as forças ocultas das trevas. Talvez por esta razão que a “preocupação” é vista como um amuleto que afasta um mal previsto, como se tivesse o poder de prevenir um perigo ou mudar uma circunstância (Wikipédia). Tomemos o seguinte exemplo de um indivíduo com seus pensamentos:

– Não sei o que vou fazer na segunda-feira, terei de falar com o gerente do banco. Vou dizer a ele que preciso de prazo, até imagino o diálogo:

 – Eu preciso de prazo!
 – Não posso dar-lhe, o sistema não me permite.
 – Um amigo meu conseguiu um prazo, sei que você pode mudar.
 – Sinto muito, mas está fora do meu alcance.
 – Se você não me der o prazo, vou ter de contratar um advogado.
 – Não precisa ser tão impetuoso, deixe-me fazer umas ligações e ver se posso fazer alguma coisa.

Depois de encenado em sua mente este diálogo o devedor sente-se animado para conversar com o gerente e expor seus argumentos. Todavia devemos nos perguntar se este diálogo foi inteiramente produto de nossa mente ou se houve interferência externas de seres malignos influindo no curso da argumentação. Isto porque diálogos como estes refletem a maioria de nossas preocupações, só mudam os temas e os personagens, mas estamos de contínuo reproduzindo este tipo de comportamento mental.

Sabemos que a maior preocupação que temos é permanecermos vivos e se formos presos por causa de nossa fé em Jesus Cristo, haverá o temor de virmos a sermos, inclusive torturados. No princípio da história da igreja não foram poucos os que passaram por esta experiência, perdendo suas vidas por amor a Cristo. O fato é que o Senhor deu ao seu povo para ocasiões como esta o seguinte conselho:

“Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.” (Mt 10:19,20)

A instrução dada pelo Senhor diz respeito ao modo como deve ser nosso padrão mental. Quem quer que viesse a ser preso, por certo iria preocupar-se com todos os aspectos de seu drama, reproduzindo em sua mente diálogos mais diálogos sobre o que dizer para não comprometer sua fé, seus amigos ou sua integridade física. Para esta hora o Senhor diz: não tente se antecipar pensando, não faça nenhum treino, não reproduza uma encenação, somente confie em Deus, pois na mesma hora o Espírito Santo irá lhe dar os argumentos para responder às autoridades. Seria este padrão mental somente para tempos de perseguição ou a forma normal como nós devemos exercitar nossa mente?

Eu, particularmente, por muitos anos adotei a encenação mental como uma forma de me preparar para qualquer embate que viesse a ter, considerando este procedimento não somente normal como também absolutamente necessário. Muitas vezes o diálogo que travei foi muito diferente do que eu tinha entabulado em minha mente, inclusive mais favorável a minha pessoa. Na época eu pensava que o diálogo mental de alguma sorte me favorecia nos embates reais que eu tinha. Assim foi até que tive o discernimento que podia não estar encenando comigo mesmo, mas sofrendo interferências de setas malignas de pensamentos. Foi quando tomei a decisão de confessar ao Senhor que eu produzia um ato de idolatria em minha mente à medida que dava voz aos personagens imaginários, criando brechas para ação maligna por meio de setas de pensamentos. Imediatamente senti como uma libertação e tal procedimento não mais vieram a ser necessário. Às vezes eu percebia que começava a entabular um diálogo, logo o interrompia dizendo a mim mesmo que devia apenas confiar em Deus.

Hoje percebo que os diálogos mentais trazem um outro agravante. Como eu me predispunha ao diálogo imaginário concebendo determinada linha de argumento, quando a conversa realmente acontecia eu era incapaz de perceber uma outra linha de raciocínio diferente daquela que eu pré-concebera. Como resultado normalmente eu não estava preparado para respostas diferentes daquelas que eu havia concebido, perdendo grandes oportunidades de resolver o problema de modo mais simples.

Tenho aprendido então que a preocupação baseada em diálogos imaginários não somente abre brechas em nossa mente para setas malignas como também desenvolve em nós o preconceito em relação a quem devemos tratar. Neste caso o normal do pensamento é ponderar sobre o problema em pauta, nunca em forma de diálogo, ter em mente algumas linhas de argumentos e ir para a mesa de negociação pronto para ouvir com toda atenção o que a pessoa realmente está falando, construindo a solução a partir do diálogo efetivamente realizado com a pessoa. Se a ansiedade anteceder a este momento não nos cabe reproduzir uma encenação mental, antes levar tudo a Deus em oração. Por fim tenhamos em mente que é a palavra de Deus que nos dará verdadeiramente a direção que devemos tomar em todo assunto que devemos tratar.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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