Diminuir a fonteAumentar a fonte 01/03/2009
Somos como nuvens ao sabor do vento
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“E estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque na minha ira te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti.” (Is 60:10)

Deus é o Senhor de todas as circunstâncias. Ainda que sejamos tendenciosos em considerar o fluxo da vida como resultante da interação de nossa própria vontade com as situações vivenciais, na verdade nada acontece conosco sem um propósito divino. Sejam nos encontros e desencontros da vida, conhecendo ou se afastando das pessoas, tudo tem seu próprio propósito aos olhos de Deus. Cabe-nos compreender a vontade do Senhor para nós em meio às circunstâncias existenciais.

Perpassando toda nossa jornada, vamos plantando e colhendo experiências existenciais que forjam nosso caráter. Cada vivência se equipara a uma peça do quebra cabeça, uma página do livro cujo conteúdo já foi preenchido no céu. Olhamos para frente e temos uma leve impressão para onde estamos indo, para trás e refletimos sobre situações que ainda não compreendemos, fixamos no presente e só conseguimos entender que estamos no centro da vontade de Deus. De todo percurso só temos, na verdade, luz para a planta de nossos pés. Concluímos que a vida é, na verdade, um mistério, nosso conforto é que Deus é o Senhor de todas as circunstâncias. A única certeza é que as aflições do tempo presente não se podem comparar com a glória que nos há de ser revelada (Rm 8:18 adaptado).

Israel viveu momentos que os povos vizinhos foram instrumentos da ira de Deus para castigá-lo por que o povo de Deus se afastara dos propósitos divinos. Em outros instantes as nações se constituíram na manifestação da misericórdia divina, suprindo Israel em todas as suas necessidades. No Egito, por exemplo, Israel encontrou alimento e proteção contra a fome que grassara a terra, depois o lugar de segurança se constituiu em campo de concentração onde o barro deveria ser amassado para alavancar o esplendor da cultura e a glória das cidades do Egito. Contudo Israel pode experimentar as maravilhas de Deus por mão de Moisés ao ser liberto de seu cativeiro. Assim, um mesmo cenário pode servir de proteção, prisão ou ponto de partida para novas experiências providas por Deus. Tudo para demonstrar que este mundo não nos pertence, somos apenas peregrinos guiados por Deus, posto ser Senhor de todas as circunstâncias vividas por nós.

O lugar em si não importa, o que devemos buscar o tempo todo é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para conosco “porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). A única certeza que temos é que Deus é o Senhor de todas as nossas circunstâncias. Como saber por onde nos levará a estrada da vida se não nos dispormos simplesmente em prosseguir? Saímos do nosso ponto de conforto certo de adentrarmos em experiências existenciais cuja única certeza é a de sabermos o que nos é reservado, o Senhor mesmo nos diz: “pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança” (Jr 29:11).

Assim o vento sopra onde quer, e ouvimos a sua voz; mas não sabemos donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito (Jo 3:8 - adaptado). Se o vento nos sopra, somos a nuvem e, tal como no deserto com Israel, em que “o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite” (Ex 13:21), o Senhor também é conosco, por onde quer que sejamos soprados. Não há porque ter maior certeza que esta. Ademais a nuvem não tem como demarcar seu local pelo espaço geográfico que se encontra, ele simplesmente não serve de referencial. Ora ela está aqui, ora se move para ali – que certeza ela nos dá? Que se ela para ou se move, ela está sempre no lugar que deve estar, no centro da vontade de Deus. Nós somos a nuvem, o Espírito Santo é o vento e Deus é o Senhor de todas as nossas circunstancias. Deixemos, pois, o vento nos soprar.

Quando olhamos as nuvens, evocamos a memória que no bojo delas se encontram as águas que vão regar a terra para gerar seu fruto, alimentando os homens. Nós somos a nuvem, dentro de nós temos uma fonte de água que jorra para a vida eterna (Jo 4:14 - adaptado). Não temos o direito de estancar a fonte, como também não temos como fazer estacionar a nuvem, visto seu combustível ser o vento. Se o vento é o Espírito, então “cada [nuvem] andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ez 1:12 - adaptado). Assim outra certeza nós temos: não importa o lugar em si para onde nos movemos, em qualquer direção que estejamos indo, uma coisa é absolutamente certa, nunca andaremos para trás porquanto “andando elas (as rodas movimentadas pelo Espírito), iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam” (Ez 1:17).

Seria interessante notar que a função da nuvem é mover ao sabor do vento, regando a terra quando necessário. Tendo como referecial a nuvem, olhando para baixo a geografia está em constante mudança, ora avistamos os montes, em outros momentos planícies, algumas vezes o mar, em outras rios e lagos. Embaixo tudo muda, se amolda, se reconfigura. A nuvem se abre cheia de si, contendo água até não se comportar, então se desmancha em lágrimas, regando a terra que de bom grado espera por suas águas. Voltemos contudo, nossos olhos para cima das nuvens, então veremos que ali nada muda, antes a paisagem é uma só, pois “por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça” (Ez 1:22). Isto porque Deus é o Senhor de todas as circunstâncias, razão porque se nos permitirmos mover como a nuvem, então enquanto ela se move poderemos ouvir “o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército ...” (Ez 1:24), pois:

“A voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas.
A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade.
A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano. Ele faz o Líbano saltar como um bezerro; e Siriom, como um filhote de boi selvagem.
A voz do Senhor lança labaredas de fogo.
A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades.
A voz do Senhor faz as corças dar à luz, e desnuda as florestas; e no seu templo todos dizem: Glória!
O Senhor está entronizado sobre o dilúvio; o Senhor se assenta como rei, perpetuamente. O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com paz.” (Sl 29:3-11).

A nós só nos resta saber que o Senhor é o Deus de toda as circunstâncias, ecoemos, pois, nossa voz em consonância com a voz do Senhor dizendo como estas vozes: Glória! É tudo quanto precisamos compreender do mover das nuvens, da vida que experimentamos, porquanto a luz que temos é para a planta de nossos pés, que estão firmados no solo, no dia chamado hoje, no presente instante. O passado já é história, e o futuro nos reserva o mesmo que temos no presente: glória! A glória que nos será revelada. Glórias a Deus, pois.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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