Diminuir a fonteAumentar a fonte 23/08/2006
Dicas para ministração pela Internet
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

amiga: Olá, boa tarde.

cezar: Oi, boa tarde. Por onde anda nossa agenda? Antes deixa contar um fato ocorrido no almoço: Hoje cheguei mais cedo. Fiz o arroz e o suco, esperando a Karin chegar para comprar a carne. Fomos e voltamos. Comecei a passar o bife. Estava passando o primeiro quando chegou meu filho Adan, o mais velho.

cezar: O Adan disse: Pai usa o Shoyu, melhor, deixe eu fazer. Ele me tirou do fogão e fez ele próprio os bifes. E para minha surpresa, ficou bem mais suculentos que os meus. Agora ninguém mais sabe quem cozinha melhor em casa. Rsrs.

amiga: Rsrs. Conversei com um senhor que me contou que se converteu com 25 anos, mas agora tem 47, e que não crê mais na palavra.

cezar: Veja bem, quando você está a conversar com pessoas que pensam como ele, não pode deixar ele conduzir a conversa, pois provavelmente esta conversa resultará em algo semelhante. Ademais, pela Net tenha muito cuidado com as amizades que você forma, por uma razão muito simples: vivemos em dias em que o Espírito de Deus alerta expressamente que são dias trabalhosos, onde os homens serão amantes de si mesmo. Assim, nunca abra sua guarda na Net e evite ao máximo se colocar como aquela que precisa de ajuda.

amiga: Concordo sobre o cuidado que devemos ter em relação às pessoas que conversamos na Net. Com ele só falamos sobre família.

cezar: Bem, agora deixe-me fazer minha leitura desse diálogo.

cezar: Em primeiro lugar eu tenho um ouvido com um interprete quando ouço, ou seja, quando ouço eu me pergunto: O QUE DE FATO ELE QUER ME DIZER? Assim, as palavras em si, as que são usadas, não são tão relevantes como aparenta ser para mim. Agora, observe bem, eu as considero com todo o cuidado, mas eu as leio com base na palavra de Deus. Neste diálogo imediatamente me vem à memória as palavras do salmista: o ímpio diz em suas cogitações: não há Deus.

cezar: Assim não acho de modo algum as palavras deste rapaz preocupantes. O que eu procuro, enquanto falo com ele é saber o porquê ele pensa assim, pois por detrás dessa frase a um TREMENDO GRITO DE SOCORRO, que ele próprio não sabe discernir.

cezar: Por esta razão eu começaria a fazer perguntas para entender a natureza desse grito. Eu perguntaria a ele: por que você pensa assim? O que fez Deus? E enquanto ele me dá as respostas, eu procuro avaliar a consistência dessas respostas ã luz da palavra de Deus.

amiga: Sim, ele já me deu algumas respostas, mas se emocionou ontem. Ontem ele, do nada, me disse que não tivera bons contatos com o pai na mocidade. Ele deixou de freqüentar igreja e, desde então, tem lido tudo que aparece.

cezar: Agora, isso é importante. Eu posso falar com uma pessoa que está querendo suicidar-se naquele instante. Eu não me deixo levar pelo sentimento de querer ajudar por ajudar. Eu procuro, enquanto falo, ver a agenda de Deus, isto é, eu me vejo como cooperador de Deus e, nesse sentido, levando em conta o que Paulo escreveu: um planta, outro colhe, mas Deus dá o crescimento, eu me pergunto se realmente a ajuda para aquela ocasião virá por mim ou por outro. Com isso quero dizer que, mesmo sabendo de dada situação, não considero por isso que já sou responsável por fazer alguma coisa.

cezar: Se não agir assim, nós estaríamos trazendo sobre nós uma responsabilidade muito acima de nossa capacidade de lidar com ela. Ademais, a natureza dos homens hoje é de tal disfunção, que todo cuidado é pouco. Compreendeu o que lhe quis transmitir?

amiga: Sim. Pelo modo como fala estou conhecendo mais e mais de um homem de fé, um homem escolhido por Deus, que vive a palavra Dele.

cezar: Sim. Aleluia. Obrigado pela palavra.

amiga: É interessante ter um amigo assim que passa esta segurança num Deus de Amor.

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